Nossa História

 

HISTÓRICO DA COMUNIDADE DE SÃO JOÃO BOSCO
Paróquia São João Batista - Jaciguá
- Agosto de 2006 -
 
         A história da Comunidade de São João teve início  com o período da  libertação dos escravos, pois a atual comunidade era conhecida como Fazenda “Coronel Sales”, do senhor Rodolfo Sales. Com a libertação dos escravos, o dono da fazenda não conseguiu manter a lavoura e começou a vender partes da fazenda para imigrantes. Começou assim a ser povoada a localidade, pois muitas pessoas vieram para morar no local e acabaram formando famílias. Estas por serem da religião católica, se reuniam para realizarem suas orações, participando das comunidades de Jaciguá e Boa Esperança por serem as comunidades mais próximas.
As crianças se reuniam para estudar em uma escola que ficava no pátio da fazenda, até hoje  no mesmo local continua existindo a casa sede, porém reformada, e a escolinha que serviu tantas crianças, onde desperta lembranças de outras épocas.
         Em 1952 as famílias sentiram a necessidade de uma escola mais próxima, tendo sua construção realizada, e após muitos anos deu lugar ao salão da comunidade. Na escola a comunidade se reunia para rezar o terço, devoção Mariana que acompanha os moradores ao longo dos anos, entre outras orações. Além de participarem das orações na escola, muitos moradores continuavam a participar das celebrações nas comunidades vizinhas.
          A quem conta que a idéia de construir a igreja começou após um dos moradores ter sido atacado por um besouro que o perseguia com insistência. Não sabendo como se livrar do mesmo, chamou um Padre até sua casa e contou o que estava acontecendo, o sacerdote deu a benção e o inseto parou de perseguí-lo.
          Após ter recebido a graça começou a caminhada nas casas dos moradores  para rezar o terço, fazendo leilões para arrecadar dinheiro, pois após a graça alcançada, despertou em seu coração o desejo de construir uma igreja.
          No dia 02 de abril de 1965 foi celebrada uma missa na pequena escola construída pela comunidade. Lembramos que quem celebrou a missa foi o Padre Rubens Vargas, na época vigário de nossa paróquia.
          Tendo em vista que o povo da comunidade estava animado, surgiu a idéia de que o padroeiro da futura Igreja fosse São João Bosco. Idéia essa, apoiada pela Congregação Salesiana na época responsável pela Paróquia, visto que não havia em nenhuma comunidade este padroeiro.
        
         A partir daí, o povo cada vez mais se animava a levar essa idéia adiante.
         Os moradores começaram a procurar o terreno para realizarem tal obra, não mediam esforços para seguir em frente. Após definirem o local da construção, começaram a preparar o terreno e juntar os materiais, isso com a ajuda de carros de bois e tudo o que podia ser usado para colaborar. As dificuldades eram muitas, mas a vontade de ver o projeto de pé era ainda maior.
         No dia 04 de dezembro de 1965, com a presença do então Bispo da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Gonzaga Pelluso, colocou-se a chamada primeira pedra, dando início assim a sonhada obra.
         O empenho e a colaboração de todos foi tão grande, que em seis meses a Igreja estava pronta, para ser mais preciso em junho de 1966.
         Sua inauguração aconteceu com a primeira festa do padroeiro em 21 de agosto de 1966, com uma grande missa em ação de graças.
         Daí em diante a comunidade só foi crescendo, muitas famílias novas foram surgindo e cada vez mais pessoas participando da vida em comunidade. As festas do padroeiro foram cada vez mais animadas, atraindo pessoas de outros lugares.
         Como pode ser percebido não foi citado o nome de pessoas que contribuíram com a construção da comunidade, pois houve o receio de esquecer alguém. A comunidade era e é até hoje muito unida, e todos de alguma forma colaboraram com a construção da comunidade de São João Bosco.
         Com o passar do tempo, casamentos, batizados, primeira eucaristia, foram sendo realizados na comunidade, ressaltando o crescimento religioso e a harmonia de todos de viver em comunidade.
         A Fé Mariana de nossa comunidade fez surgir no ano de 2002, ao lado da Igreja, a construção da gruta em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, local de extremo fervor católico, havendo a realização de cenáculos, terços, orações e peregrinações de fiéis. Festivamente, no dia 13 de maio é celebrada uma missa em ação de graças a Nossa Senhora de Fátima, motivo de grande alegria e devoção de todos.
         Quarenta anos depois, já em 2006, com um número cada vez maior de fiéis,  sentiu-se a necessidade de ampliar a nossa igreja, para acolher melhor todos que ali comparecem para celebrar a vida com Cristo. Foi construída também uma capela para o Santíssimo, local de reflexão, adoração e oração com Jesus.
      
         A comunidade de São João Bosco sempre acolhe com muita alegria a todos, com o entusiasmo e a fé de seu padroeiro, construindo com enorme generosidade, união e respeito sua história, passando de geração em geração.
 
 

Um pouco da história de São João Bosco

 

"João Bosco nasceu em Becchi, um povoado de Castelnuovo d'Asti, a 16 de Agosto de 1815 numa família de agricultores. Seu pai, Francisco Bosco, deixou-o órfão com apenas dois anos, e Margarida Occhiena fica só para educar António, José e João. A família passou por momentos de extrema pobreza, especialmente durante as carestias. Com firmeza delicada combinada com uma fé sem fronteiras, Margarida, educadora sábia, superou as dificuldades e fez da sua família uma igreja doméstica. Dom Bosco relata: «Quando eu era ainda muito jovem, ensinou-me as primeiras orações. Logo que eu fui capaz de me juntar aos meus irmãos, fazia-me ajoelhar com eles para rezar de manhã e à noite. Lembro-me que foi ela a preparar-me para a minha primeira confissão». João começou a sentir desde a infância o desejo em se tornar sacerdote.

Aos nove anos teve um sonho que lhe ficou profundamente gravado na mente por toda a vida, e que lhe revelou a sua missão: «Torna-te humilde, forte e robusto», disse-lhe uma senhora tão brilhante como o sol, «e aquilo que vês acontecer a estes lobos que se transformam em cordeiros, tu o farás aos meus filhos. Serei a tua mestra. A seu tempo tudo compreenderás». Os irmãos e a avó não deram importância à coisa, mas a sua mãe sentia misteriosamente a vontade do Senhor: «Quem sabe, talvez te tornes num padre».
Desde jovem que João começou a entreter os seus amigos com truques de magia, aprendidos por treino rígido, para além do trabalho e oração: «Eu era muito novo, mas tentava compreender as inclinações dos meus companheiros. Os meninos da minha idade gostavam muito de mim, e ao mesmo tempo respeitavam-me. [...] O que os atraia especialmente a mim e os divertia eram as minhas histórias. [...] Durante as férias, eu dava espectáculos fazendo alguns jogos que eu tinha aprendido. Excluía dos meus espectáculos aqueles que tinham blasfemado, que tiveram conversas maldosas, e aqueles que se recusavam a rezar connosco».

Para se tornar sacerdote, João sabia que tinha que estudar, mas entrou em conflito com seu irmão Antonio, que queria que ele fosse trabalhar nos campos. Esteve durante quase dois anos como moço de recados, trabalhando fora de casa, na quinta Moglia. Conheceu em seguida Dom Calosso, que persuadiu António a deixar livre o seu irmão. Ao viver com esse santo sacerdote, João, pela primeira vez, experimentou a paternidade sacerdotal e pode retomar os seus estudos.

Com a morte de Dom Calosso, Margarida decide dividir os bens da família, e João, de quinze anos, retoma a escola em Chieri com rapazes mais pequenos do que ele. Devido às suas capacidades pouco comuns de aprender completou mais classes em poucos anos, trabalhando para pagar os estudos. Idealizou a Sociedade da Alegria, que reunia os jovens da vila, tendo o cuidado de os manter entretidos e de os aproximar da Igreja. Em 1835 entrou para o seminário. Em sete pontos escreve um pequeno projecto de vida que o acompanhará até à sua ordenação.

Em Junho de 1841 foi ordenado sacerdote. Naquele dia, Margarida disse: «Agora que és um sacerdote, estás mais perto de Jesus. Recorda-te que começar a dizer a missa significa começar a sofrer». Nos anos seguintes, Dom Bosco, vai entender o significado dessas palavras. O seu director espiritual, Dom Cafasso, aconselhou-o a aperfeiçoar os seus estudos no colégio eclesiástico. Ao seu lado descobre o mundo da prisão e decide fazer algo para evitar que os jovens se tornem delinquentes.

A 8 de Dezembro de 1841, na sacristia da Igreja de São Francisco de Assis, Dom Bosco encontra Bartolomeu Garelli, um órfão de dezasseis anos. Tudo começa com uma Ave-Maria. Depois daquele encontro reúne em torno dele os primeiros rapazes, e organiza o Oratório festivo. As centenas de jovens exaltados que reúne são muitas vezes expulsos e incompreendidos. Mas Dom Bosco não desanima. Uma noite, Deus envia um homem que gagueja um pouco, que o leva a visitar um galpão na propriedade do Sr. Pinardi. Assim se estabelece definitivamente o Oratório em Valdocco.

Ao domingo ensina-se o catecismo, joga-se e celebra-se Missa, iniciando as primeiras classes nocturnas, e Dom Bosco para os seus rapazes torna-se escritor e professor. Margarida, já idosa, deixa a sua casa e netos e aceita ir para Turim para ajudá-lo, e torna-se para os rapazes «mama Margarida». Começam a dar abrigo aos órfãos sem tecto. Dom Bosco ensina-lhes um trabalho e a amar o Senhor, canta, joga e reza com eles.

Graças à Providência, compra o edifício da casa Pinardi para acolher um número maior de jovens. Destes rapazes surgem também alguns colaboradores, e ao Oratório pode emigrar para diversas zonas de Turim. Desenvolve-se o método educativo de Dom Bosco, o famoso «sistema preventivo»: «Estai com os jovens, evitai o pecado pela razão, religião e amabilidade. Tornai-vos santos, educadores de santos. Os nossos jovens sintam que são amados».

O jovem Domingos Sávio será o primeiro fruto do sistema preventivo. Dom Bosco foi muitas vezes incompreendido pelos políticos e por alguns clérigos, e os anticlericais consideravam-no como um inimigo. Tentaram muitas vezes mata-lo. Mas Nossa Senhora protegia Dom Bosco e enviou um cão misterioso, que foi chamado de «o Cinzento», que mais de uma vez lhe salvou a sua vida. Para manter e expandir a sua obra em favor dos jovens, Dom Bosco, organiza quermesse e humilha-se constantemente ao pedir esmola a ricos e nobres. Em Janeiro de 1854, propõe a quatro jovens, incluindo Rua e Cagherò, para colaborarem mais estreitamente com ele na caridade para com o próximo com a intenção de formar uma Sociedade.

Em 1859 nasce, com a ajuda do Papa Pio IX, uma Congregação que visa a salvação da juventude, combatendo toda a pobreza e actuando pelo lema: «Dai-me almas, e levai tudo o resto». Nascem as primeiras casas nos arredores de Turim e continuam a chegar novas vocações. Maria Auxiliadora, que sempre apoiou Dom Bosco, na sua obra, garantiu-lhe muitas graças, mesmo extraordinárias, e o dinheiro necessário para todos os seus projectos. Também o ajudou na construção da Basílica com o seu nome. A Providência juntou os caminhos de Dom Bosco e os da jovem Maria Mazzarello, que em Mornese fez algo semelhante com as meninas pobres. Com a ajuda de Dom Bosco, Maria fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

A 11 de Novembro de 1875, liderados por Dom João Cagliero, depois bispo e cardeal, partiram para a América do Sul, os primeiros dez missionários. Seguiram-se muitos outros. Juntamente com seus benfeitores, e os leigos comprometidos Dom Bosco deu vida aos Cooperadores Salesianos, para logo fundar o Boletim Salesiano, que ainda é lido em muitas partes do mundo. Dom Bosco era um contemplativo na acção, orava constantemente e com simplicidade, enquanto estava no lazer, durante as viagens, ou enquanto fazia qualquer coisa.

Ensinou-nos a amar a Eucaristia, Maria e o Papa. Confessava centenas de jovens. Um dos seus motes favoritos era: trabalho e temperança. Escreveu milhares de cartas e publicou vários trabalhos sobre diversos temas. De entre os principais recordamos «As Leituras Católicas», «A História Sagrada», «A História de Itália», «A História dos Papas». Gastas as forças, exausto pela fadiga, aproxima-se do último passo: «Digam aos meus jovens que espero por todos eles no Paraíso». Morreu a 31 de Janeiro de 1888 aos 72 anos. Hoje, a Família Salesiana está presente em todo o mundo.

O Papa João Paulo II por ocasião do centenário da morte declarou-o: "Pai e Mestre da Juventude".

 

"Ser bom não consiste em não cometer erros, mas na vontade de corrigir-se"(D. Bosco)

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